Passo 01
Conte o custo inteiro
Registre o produto ou o trabalho necessário para entregar o serviço. Depois, adicione embalagem, frete subsidiado e a parcela dos gastos fixos. Não conte a mesma despesa duas vezes.
Blue Go · Inteligência para o seu negócio
Descubra quanto cobrar para pagar os custos, absorver as taxas e preservar seu lucro. Teste descontos antes de negociar e veja o que realmente sobra em cada venda.
01 / Seus números
Preencha os valores de uma unidade vendida ou de um serviço completo. O resultado muda enquanto você digita.
Preço após desconto
—Lucro líquido simulado / un.
—Margem após desconto
—O limite zera o lucro; não preserva a margem desejada. Impostos e comissões acompanham o preço com desconto. Os custos em reais, inclusive o rateio, permanecem.
02 / Destino do dinheiro
Carregando o gráfico. Os valores e a tabela podem ser consultados abaixo.
| Componente | Sem desconto | Com desconto |
|---|
“Lucro líquido simulado” é a sobra por unidade após os itens informados. Não representa, por si só, o lucro contábil da empresa.
Preço = (custo + extras + rateio em R$) ÷ [1 − impostos − taxas − rateio em % − margem]. Os percentuais entram como decimais: 20% = 0,20. O rateio só aparece em uma das duas modalidades.
Quando o rateio é percentual, ele é convertido em reais sobre o preço sugerido, antes do desconto. Essa cota permanece fixa na comparação com desconto, pois a despesa da empresa não desaparece durante a promoção. O markup usa como base o numerador da fórmula; a margem divide a sobra pelo preço da venda.
Impostos e taxas são proporcionais ao preço efetivo. O modelo não inclui valores mínimos de taxas, limites tributários, devoluções, inadimplência nem custos que não tenham sido informados. O preço sugerido e o mínimo sem prejuízo são arredondados para cima ao centavo; o preço com desconto é arredondado ao centavo mais próximo. Os cálculos intermediários mantêm a precisão, por isso a soma de valores exibidos pode diferir em centavos.
O preço calculado precisa ser confrontado com demanda, concorrência e capacidade de entrega. Valide os impostos e a composição dos custos com sua contabilidade. Para aprofundar os conceitos, consulte a explicação do Sebrae sobre markup.
Da planilha à decisão
Passo 01
Registre o produto ou o trabalho necessário para entregar o serviço. Depois, adicione embalagem, frete subsidiado e a parcela dos gastos fixos. Não conte a mesma despesa duas vezes.
Passo 02
Informe impostos e comissões do canal usado. Defina a margem sobre a venda, e não sobre o custo. O preço sugerido reserva espaço para esses percentuais antes de calcular sua sobra.
Passo 03
Mova o desconto e acompanhe o lucro em reais. Compare o preço mínimo com a oferta que pretende fazer. Se o mercado não aceita o preço, revise custos, canal ou proposta de valor.
Exemplos práticos · valores ilustrativos
Você compra por R$ 50 e vende por R$ 80. A diferença parece confortável. Só que há R$ 8 de frete, R$ 2 de embalagem e R$ 15 de custos fixos por unidade. Com imposto de 8% e comissão de 18%, outros R$ 20,80 saem da venda.
O custo total chega a R$ 95,80. Resultado: prejuízo de R$ 15,80, apesar do dinheiro entrando. Para uma margem de 20%, a conta correta é R$ 75 ÷ 0,54: preço sugerido de R$ 138,89, com sobra de R$ 27,78.
Vender por R$ 80 equivale a cerca de 42,4% de desconto sobre esse preço. O limite sem prejuízo é 27,0%; mesmo nesse limite, a margem desejada já foi perdida.
Um serviço exige R$ 80 de trabalho e materiais, além de R$ 10 de outros custos diretos. Você reserva 10% do preço para despesas fixas, paga 6% de impostos e 4% de taxas, e busca 25% de margem.
A base de R$ 90 é dividida por 0,55. O preço sugerido fica em R$ 163,64, com lucro simulado de R$ 40,91. A parcela de custos fixos é R$ 16,36 e continua existindo durante uma promoção.
Com desconto de 15%, a receita cai para R$ 139,09 e a sobra passa para R$ 18,82: margem de 13,53%. O desconto parece pequeno no preço, mas consome mais da metade do lucro em reais.
Gestão que sustenta o crescimento
O aviso de uma nova venda traz alívio. O caixa se movimenta, o estoque gira e o negócio parece estar avançando. O problema começa quando esse movimento vira a única medida de sucesso. Faturamento conta quanto foi vendido. Ele não revela quanto custou entregar, quanto ficou comprometido com obrigações nem quanto pode ser retirado sem enfraquecer a empresa.
Se cada pedido deixa um resultado negativo depois dos custos, vender mais amplia a perda. Em outras situações, a venda paga os custos diretos, mas deixa pouco para aluguel, sistemas e salários. Nesse caso, o volume necessário para sustentar a operação pode ser maior que a capacidade real de atendimento. A pergunta útil deixa de ser “quanto vendi?” e passa a ser “quanto cada venda ajuda a manter a empresa de pé?”.
O seu tempo também precisa entrar na conversa. Quando o trabalho do dono não tem valor registrado, o preço parece competitivo porque parte da entrega está sendo paga com horas pessoais. Remunerar o trabalho não é o mesmo que obter lucro: primeiro o negócio precisa pagar a operação, inclusive quem trabalha nela; depois vem a remuneração do risco de empreender.
Dividir R$ 3.000 de despesas mensais por 200 unidades previstas gera R$ 15 por unidade. Se você vender apenas 100, a mesma despesa exigirá R$ 30 por unidade. A calculadora trabalha com a cota que você informa; ela não garante que o volume previsto vai acontecer. Compare previsão e realização todos os meses e, quando houver produtos muito diferentes, escolha um critério de distribuição coerente com o uso de tempo, espaço ou estrutura.
Antes de reduzir o preço, procure uma mudança que também reduza o esforço ou o custo: um escopo menor, retirada em vez de entrega ou um pedido com menos etapas. Se o custo continuar igual, o desconto será financiado pela sua sobra. O simulador torna essa troca visível para que a negociação deixe de depender apenas da pressão do cliente.
Um preço matematicamente correto ainda precisa fazer sentido para o mercado. Se ele ficar acima do que o público aceita pagar, investigue compras, desperdícios, posicionamento e canal de venda. Evite tratar uma meta de margem como prova de que haverá demanda. A ferramenta oferece uma referência de sustentabilidade; o cliente decide se a entrega justifica o valor.
Mesmo uma venda rentável pode pressionar o caixa quando você paga fornecedores antes de receber do cliente. Planeje os prazos e a necessidade de capital de giro ao lado da margem. Crie uma revisão mensal simples: confira custos, taxas efetivas, descontos concedidos e o saldo reservado para obrigações. Essa rotina transforma a precificação em uma decisão de gestão e ajuda o crescimento a produzir mais do que cansaço.
Dúvidas de quem empreende
Markup é o multiplicador aplicado a uma base de custos para formar o preço. Margem é o percentual da receita que sobra após os custos considerados. Comprar por R$ 50 e vender por R$ 100 significa markup de 2 vezes e acréscimo de 100% sobre o custo; a margem seria 50% apenas se não houvesse nenhuma outra despesa. Impostos, taxas e rateios reduzem essa sobra.
Some as despesas fixas do período e divida pelo volume de vendas esperado, quando as unidades consumirem estrutura semelhante. R$ 3.000 por mês divididos por 200 unidades representam R$ 15 por unidade. Em um mix variado, use um critério coerente, como horas de trabalho ou uso da estrutura. Revise o rateio quando o volume ou os gastos mudarem e evite contar uma mesma despesa em dois campos.
É um preço capaz de cobrir os custos e a margem planejada, considerando também o que o mercado aceita pagar. Ele ajuda a evitar vendas que consomem recursos, mas não garante caixa positivo: prazos de recebimento, estoque, inadimplência e datas de pagamento também importam. Use o preço sugerido como referência e combine a análise com seu planejamento de caixa.
Porque parte do valor vendido já está comprometida com fornecedores, impostos, comissões e despesas de funcionamento. Uma empresa pode aumentar as vendas e, ao mesmo tempo, perder dinheiro em cada pedido ou ficar sem recursos para pagar obrigações antes de receber. Acompanhe a sobra por venda, o resultado do período e os prazos de caixa junto com o faturamento.
Responsável pelo portal: Kelly Silva. Manutenção técnica: 19/10/2026. Confira as hipóteses e a metodologia descritas nesta ferramenta. Relatar um problema.